quarta-feira, 19 de maio de 2010

Expectativas antes do torneio

Mapa segundo os resultados da Copa do Mundo de 2006.A Seleção Brasileira de Futebol era a grande favorita do torneio, em parte por ter ganho a última Copa do Mundo e a Copa das Confederações um ano antes. Equipes como a Seleção Argentina, Seleção Inglesa e a Seleção Italiana também eram consideradas grandes favoritas. Apesar de ter sido a vice-campeã na última Copa e jogar em casa, a Seleção Alemã não era favorita. Uma pesquisa publicada em 16 de Março de 2006 apontava que somente 3% do povo alemão acreditava na vitória. Para essas baixas expectativas germânicas, contou a derrota contra a seleção da Itália por 4x1 no dia 1 de Março num amistoso preparatório para o torneio.

O ceticismo da população refletia-se nos próprios jogadores alemães. O capitão e principal jogador da seleção, Michael Ballack, deu uma entrevista ao seminário esportivo alemão "Sport-Bild" no dia 9 de Maio afirmando que a equipe era jovem e inexperiente, e que não seria uma surpresa se fosse eliminada logo na primeira fase.

Diego Maradona declarou, em 4 de abril de 2006, que considerava o Brasil como principal favorito, lugar que não atribuía à Argentina. Nas suas palavras: "Se não for Brasil, depois vêm Inglaterra, Itália e Alemanha".

Pelé, quando interrogado sobre qual seria o favorito na sua opinião, preferiu não dizer, por ter errado de todas as vezes em que se pronunciou sobre a seleção favorita: em 1994, disse que seria a Colômbia; em 1998, disse que a Espanha era melhor equipe, e o Brasil tinha problemas na defesa; e em 2002, devido a má campanha do Brasil nas eliminatórias, seleções como Inglaterra, Portugal, Suécia e Argentina eram as preferidas. A menos de um mês do torneio, contudo, Pelé acabou admitindo que não acreditava na vitória da Seleção Brasileira. Para Pelé, os favoritos sempre perdem. O ex-jogador foi muito criticado em seu país por tal declaração. Contudo, o "Rei do Futebol" acabaria acertando suas previsões, já que o Brasil seria eliminado pela França nas quartas-de-final.
Por sua vez, a revista semanal alemã Stern indicou, em uma sondagem realizada pelo instituto Forsa, que entrevistou 1000 alemães, que 17% dos entrevistados não acreditam que a sua seleção passe da primeira fase, sendo que o grupo da seleção anfitriã é considerado um grupo "leve". Apesar de tudo, o povo alemão apoiavam o técnico Jürgen Klinsmann, pois, de acordo com a mesma sondagem, 66% acham que ele deve permanecer no cargo mesmo que a equipe perdesse o jogo de preparação contra a seleção dos EUA, em 22 de Março, na cidade de Dortmund, uma das sedes da Copa.

Em um inquérito de dezembro de 2004, a revista "Sport Bild" indicou que apenas 10,4% dos alemães acreditavam no título. A mesma sondagem foi feita em Abril tendo a percentagem diminuído para somente 5%, acreditando 29,1% que a seleção será eliminada nas oitavas-de-final e 10,8% não acreditando que passe da primeira fase do torneio. O técnico Klinsmann é bem aceito, com 60% dos entrevistados com uma opinião favorável sobre o seu trabalho.
Já entre os brasileiros, a expectativa era de que a seleção trouxesse o título novamente. Pesquisa divulgada no dia 25 de maio pelo Instituto CNT/Sensus apontou que 79,8% dos brasileiros acreditam no hexacampeonato mundial.

Na Itália, a menos de um mês do torneio explodiu um escândalo de compra de árbitros no futebol italiano. As denúncias acabaram sendo dirigidas ao também técnico da seleção italiana, Marcello Lippi, que teria sido influenciado nas escalações por Luciano Moggi, ex-cartola da Juventus. Moggi estaria obtendo com a escalação de seus jogadores a valorização dos mesmos. Após uma semana de intensas pressões da mídia por sua saída, Lippi foi confirmado na Copa pela Federação Italiana.

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